quinta-feira, 29 de julho de 2010

Platônico. Ou não.

Quero um amor inventado, dos meus sonhos criado, meu príncipe encantado. Quero um amor engraçado, de sorriso apaixonado e beijo roubado. Quero que o tempo congele, o coração acelere só de te ver. Quero que me deixe sem graça, sem conseguir dizer nada ao sustentar meu olhar. Quero um amor imperfeito, só basta respeito que orgulhe meu peito. Quero andar ao seu lado, no escuro ou no claro, de olhos fechados. Quero um abrigo, um refúgio, um amigo, um escudo, meu porto-seguro. Quero sua cara de sono, de cachorro sem dono pra poder te aninhar. Quero um amor explosivo, te acariciar sem motivo ao te ver acordar. Quero um amor racional, jamais visto igual.

Anna Diegues

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