Perdida. Sem saber ao certo pra onde seguir, qual direção tomar. Como se a gente já não complicasse a vida o suficiente. Penso no futuro mas logo volto pro presente e, acabou.
Que vontade de gritar e te pedir... Como se fosse resolver. Colocar de volta no lugar. Pena nem tudo ter remédio, ter que esperar pra curar sozinho. Enquanto isso a gente vai deixando as lembranças matarem um pouco do que é essa saudade. Talvez nem saudade, algo maior que ainda não foi nomeado.
Escrever parece que nem dá conta mais. Ouvir música é o que tem mantido a pilastra de pé. Às vezes cai um grão ou outro de concreto que veio se desgastando com o tempo, mas se mantém, ali. É tudo de propósito. A música que coloco no player do celular, o fone no ouvido pra ir malhar, o jeito de prender o cabelo, a combinação da roupa, o perfume que vou usar, a quantidade certa de rímel, o horário que olho pro visor do celular, as fotos que volto a ver, os cômodos que eu paro pra olhar, a caminhada na praia pra ver o mar...Você não imagina, mas ainda se encontra aqui. E o tudo de propósito pra me manter perto ao mesmo tempo é pra me manter longe...Porque não é fácil.
Primeira vez hoje que ouço falar de Donavon Frankenreiter e desde então não ouço outra coisa. Me dá paz... Vê se ouve. Vê se pra você também.
...não sai da minha mente. Do coração.
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